A pré-campanha de ACM Neto e Zé Cocá deu mais um passo rumo à ampliação de sua estrutura nesta terça-feira (7). Em coletiva de imprensa realizada no Mercure Salvador Rio Vermelho, o presidente do Partido Novo na Bahia, José Carlos Aleluia, oficializou a retirada de sua pré-candidatura ao governo do estado e declarou apoio ao ex- Neto (União Brasil) e Cocá (PP).
O gesto político de Aleluia não é apenas simbólico, trata-se de um movimento estratégico calculado para concentrar os votos da oposição aos 20 anos de PT no governo do estado em um único projeto e, com isso, aumentar as chances de uma vitória histórica logo no primeiro turno.
“Há uma coisa em comum entre Ângelo Coronel, João Roma, Zé Cocá e eu: é o amor pela Bahia! É o compromisso de mudar esse estado, é o propósito de servir aos baianos e dizer àqueles que estão cansados que eles se preparem, porque vai ter governo novo, com vontade nova, com energia nova. Dizer aos que estão frustrados que eles acalmem o coração, porque a partir do próximo ano a gente vai devolver a esperança, mas não é com promessa e propaganda, é com trabalho sério! É com realização, como fizemos durante 8 anos!”, destacou o pré-candidato ACM Neto.
“Parabenizar Aleluia por esse momento de união, por esse momento em que você podia muito bem pensar no seu umbigo e ser candidato, mas antes de fazer isso pensou na Bahia. Abriu esse diálogo com o Neto que é muito, muito importante e viu que a Bahia é maior. É isso que precisamos agora, nós precisamos unir forças, dar as mãos!”, enfatizou o pré-candidata vice-governador, Zé Cocá.
Mais tempo de TV, mais força nas urnas
A adesão do Partido Novo à pré-campanha de ACM Neto e Zé Cocá traz consequências práticas relevantes para além do campo simbólico. Com a entrada do Novo na coligação, a chapa oposicionista deve ampliar seu tempo de televisão no horário eleitoral gratuito, um recurso decisivo para alcançar o eleitorado do interior do estado. A vantagem na televisão, somada à liderança nas pesquisas, coloca o pré-candidato do União Brasil numa posição cada vez mais confortável.
Para o campo governista, o movimento é um sinal de alerta. A oposição que chegou dividida em 2022 chega unida em 2026 e com números que, por enquanto, falam a seu favor.



